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Como resolver a dependência em junk food?


04/11/2012 - 23:00:00 | 502

Os especialistas em nutrição humana afirmam que a opção por alimentos de baixo teor nutritivo, como biscoitos recheados, batatas fritas e refrigerantes, não é apenas uma questão cultural. A preferência por guloseimas está associada à própria composição de vários produtos industrializados, açucarados, gordurosos e salgados, que são produzidos com a intenção de excitar o paladar e ativar no cérebro sensações de prazer. Há inclusive estudos que comprovam que o açúcar refinado (sacarose) causa no cérebro um efeito similar ao da cocaína.

As crianças e adolescentes são os mais afetados pelo vício em junk food, mas o hábito pode ser levado até a idade adulta. Comer esse tipo de alimento de vez em quando não costuma trazer maiores problemas, mas quando a ingestão é frequente, ele se torna um verdadeiro vício. Para reverter essa dependência, a reeducação alimentar é a chave. É importante que os pais façam escolhas corretas com relação ao que vai no prato das crianças ainda na mais tenra infância. Mesmo na adolescência, o papel dos pais é fundamental na educação nutricional, já que quem vai às compras são eles, mesmo que os jovens já manifestem o que querem comer e participem da ida ao supermercado.

Recentes dados do IBGE mostram que aproximadamente 15% dos brasileiros entre 6 e 18 anos  apresentam sobrepeso, e que 5% estão obesos. Além da (má) opção por junk food, outros fatores colaboram para esse quadro, como o baixo consumo de leite e derivados, que além de contribuir para o ganho de peso também causa enfraquecimento ósseo. O pico de massa óssea é atingido aos 25 anos, e os laticínios são as fontes mais indicadas para a ingestão de cálcio. Porém, é comum ver crianças e jovens substituindo o leite por refrigerantes. Para piorar, há substâncias nos refrigerantes impedem a fixação do cálcio.

A atenção nutricional se faz necessária por toda a vida. Crianças não obesas nos primeiros anos de vida reduzem em até 10% o risco de tornarem-se adultos obesos. Já crianças e jovens que têm pais obesos tem até 25% de chance de se tornarem obesos.  É fundamentar estimular as crianças a se alimentar de forma saudável e a beber água, um hábito importante para a hidratação, para se ter um bom metabolismo e eliminar substâncias do organismo.

Por: AgComunicado