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HPV atinge metade da população masculina


04/11/2012 - 23:00:00 | 857

Aproximadamente 50% dos homens que participaram de um estudo com voluntários saudáveis do Brasil, México e Estados Unidos estavam infectados com o papilomavírus humano (HPV). O trabalho foi publicado na revista científica The Lancet e causou surpresa pois indicou uma prevalência bem acima da encontrada em estudos semelhantes com mulheres, nas quais a porcentagem de infecção pelo vírus não passa dos 20%.

O HPV pode causar câncer tanto em homens quanto em  mulheres. Porém, nas mulheres, a evolução para displasias (fase pré-tumoral) é mais frequente. O contágio acontece na maioria das vezes pela via sexual.

O estudo analisou mais de 1 mil homens entre 18 e 70 anos. Foi descoberta uma forte correlação entre a presença do HPV e o número de parceiros.

HPV e gestantes

Uma pesquisa feita em 2008 em seis capitais brasileiras mostrou que ao menos 40% das gestantes desses locais apresentavam algum tipo de doença sexualmente transmissível (DST). Do total, 40,4% tinham HPV e 9,4%, clamídia. O número de sífilis entre as gestantes foi de 2,6%, considerado alto pelo ministério. A Organização Mundial da Saúde define o índice de 1% como preocupante. A sífilis pode ser tratada durante a gravidez. Quando isso não ocorre, há risco de o bebê nascer com sífilis congênita.

Tipos de HPV e prevenção

Estudos mostram forte ligação entre a infecção genital pelo HPV e o câncer de colo uterino. O HPV está presente em mais de 99% das células destes tumores. Há mais de 200 tipos de HPV, que são classificados de acordo como risco para o desenvolvimento deste câncer. Cerca de 15 tipos de HPV são considerados de alto risco e estão relacionados com o câncer de colo uterino.

A infecção pelo HPV é muito comum. Cerca de 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. A maioria das infecções é transitória, sendo combatidas espontaneamente pelo sistema imunológico.

A transmissão do HPV genital ocorre através da relação sexual ou pelo contato direto com a pele contaminada. Por isso o uso de preservativo na relação sexual diminui o risco da transmissão, reduzindo assim a incidência do câncer de colo uterino. Atualmente há vacinas para jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. São necessárias três doses para garantir a eficácia. Elas são oferecidas na rede privada de saúde. 

Fonte: Agência Comunicado