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FIQUE POR DENTRO DO QUE É A HIPERPERMEABILIDADE INTESTINAL


23/05/2016 - 15:51:02 | 363

 

 

TERAPEUTA AYURVÉDICO, EXPLICA SOBRE OS FATORES QUE PODEM CONTRIBUIR PARA ESSE QUADRO

 

O artigo Intolerância alimentar e hiperpermeabilidade intestinal, esclarece que a intolerância alimentar está ligada à hiperpermeabilidade intestinal e que o intestino possui a função de selecionar e absorver nutrientes, mas para isso, é necessário que esteja integro e saudável.

O terapeuta ayurvédico, Adriano Caceres, esclarece que quando o intestino está hiperpermeável, permite a translocação de bactérias patogênicas ou de fragmentos dessas bactérias patogênicas, conhecidas como LPS, que quando caem na corrente sanguínea, passam a circular no corpo todo e se ligam a determinados receptores celulares, o que desencadeia em inflamações nas células que podem resultar em problemas graves: 

 

“Essa inflamação leva à resistência da insulina, pode gerar a diabetes, pode levar à obesidade, à lipogênese que é a fabricação excessiva de gordura, pode levar à gordura no fígado (esteatose hepática), pode até mesmo levar a um carcinoma (câncer) de fígado.”

 

 

FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A HIPERPERMEABILIDADE INTESTINAL

 

O terapeuta explica que alguns fatores podem induzir à hiperpermeabilidade como é o caso do trigo: “O trigo induz à hiperpermeabilidade intestinal por dois mecanismos, o da gliadina e das globulinas. Sempre que possível é importante evitar o consumo de glúten e trigo, uma opção é o trigo germinado, que também é fonte de glúten, mas possui menor quantidade”, o especialista acrescenta que fazer a restrição de glúten na dieta tende a trazer benefícios para todas as pessoas.

Segundo o terapeuta, a capsaicina, que está presente na pimenta, também pode induzir à hiperpermeabilidade intestinal, especialmente se consumida em excesso ou se for consumida de forma isolada. A deficiência de zinco e de vitamina D também pode contribuir para o problema.

A matéria Entenda melhor a disbiose e a síndrome do intestino irritável, explica que se o microbioma, conjunto de bactérias naturais do organismo, estiver alterado, com um número de bactérias maléficas superior, não é possível que o intestino realize uma boa absorção de vitaminas e minerais, o que desencadeia em desequilíbrio na absorção de energia provinda dos alimentos. 

O artigo Saúde do Intestino, esclarece que o intestino é a porta de entrada dos nutrientes para o corpo e um dos órgãos vitais que mais influencia na saúde do organismo. O intestino delgado tem a função de liberar enzimas para a digestão e de atuar na absorção de nutrientes, já o intestino grosso tem a função de absorver a água e outros nutrientes que não foram absorvidos pelo intestino delgado,  além da função de formar o bolo fecal (fezes), resultado da junção de água, fibras, restos alimentares, toxinas e bactérias.

O especialista enfatiza que a disbiose intestinal, a hiperpermeabilidade intestinal, possui ligação com o surgimento de inúmeras doenças e por isso se torna tão importante cuidar da saúde intestinal, principalmente por meio de hábitos saudáveis:

 

“Bactérias probióticas e uma alimentação balanceada, rica em fibras, antioxidantes, como é o caso da alimentação vegetariana, alimentação viva, são fatores que protegem e inibem o crescimento excessivo de bactérias patogênicas do intestino”.

 

O terapeuta explica que referente aos alimentos com energia vital, o açúcar é de longe, o pior alimento que existe, já em relação aos alimentos de maior energia vital, o broto de alfafa é um dos mais ricos.

Dentre os grupos de alimentos existentes, o especialista destaca o grupo de biocidas, que não possuem qualidades enzimáticas devido ao processo de cozimento, mas ainda assim não quer dizer que alimentos cozidos não possam fazer parte da dieta.

 

“Temos o grupo dos alimentos biogênicos, que são alimentos de altíssima energia vital que são as sementes germinadas, os brotos e alguns superalimentos, então sabemos que a alimentação viva é uma alimentação que se baseia quase que exclusivamente nos alimentos bioativos e biogênicos“, esclarece.

 

O terapeuta acredita que o ideal seria que de 70% a 80% dos alimentos que compõem a dieta fossem bioativos e biogênicos e que apenas 20% dos alimentos fossem biocidas e bioestáticos.

O artigo As classes dos alimentos, destaca que os alimentos bioestáticos são aqueles que “diminuem a vida”, que passam pelo processo da conservação, congelamento e cozimento. Os biocidas são aqueles que tiveram a energia vital destruída por processos físicos ou químicos, como é o caso do refinamento. Os biogênicos e bioativos são os alimentos vivos, que conservam as propriedades e que agregam à saúde e longevidade.

Então você já sabe, para cuidar bem do intestino, um órgão tão importante para a saúde é fundamental se alimentar da melhor maneira possível.

 

 

Adriano Caceres é Graduando em Nutrição e Terapeuta Ayurvédico

 

Fontes 

Semav – Semana da Alimentação Viva.

Intolerância alimentar e hiperpermeabilidade intestinal. Vida Saudável: www.vivasaudavel.pt/pt/intolerancia-alimentar-e-hiperpermeabilidade-intestinal

Entenda melhor a disbiose e a síndrome do intestino irritável. Minha vida: www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/16298-entenda-melhor-a-disbiose-e-a-sindrome-do-intestino-irritavel

Saúde do Intestino. Mãe Terra: www.maeterra.com.br/site/index.php?mact=News,cntnt01,detail,0&cntnt01articleid=170&cntnt01detailtemplate=newsletter&cntnt01returnid=105

As classes dos alimentos. Cultura Sustentável: culturasustentavel.blogspot.com.br/2009/04/alimentos-biogenicos-bioativos.html