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Uso medicinal da maconha cresce no mundo, mas no Brasil a prática ainda é vetada


04/11/2012 - 23:00:00 | 560

Nunca o uso medicinal e a descriminalização da maconha foram tão abertamente discutidos no Brasil. Ao mesmo tempo em que um medicamento para tratar a esclerose múltipla e que tem extrato de maconha na composição (Sativex) é aprovado em diferentes países do mundo, como Estados Unidos e Canadá, além de alguns na Europa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participa do filme "Quebrando Tabu", a respeito da descriminalização da droga.

A lei brasileira não permite medicamentos que contenham extrato de maconha na composição, mas há exceções para casos específicos. A fabricantes do Sativex, a GW Pharmaceuticals, iniciou o diálogo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no final de 2010 para que a comercialização do fármaco seja aprovada no país.

Está comprovada pela ciência  que a maconha combate a mas seu mecanismo de ação no cérebro ainda não é totalmente conhecido, apesar de já se saber os canabinoides atuam em receptores específicos no cérebro , nos sistemas de processamento da dor. Na realidade, a cannabis sativa (maconha) é usada no combate à dor, como analgésico, há milhares de anos. O risco de sua utilização é considerado baixo, com eficácia no combate à dor neuropática periférica ou central, fibromialgia e artrite reumatoide.

As pesquisas com maconha buscam mostrar um novo campo de ação para a medicina, com novas substâncias sintéticas sem os efeitos indesejáveis do princípio ativo, o THC.

Em outra seara, da descriminalização da droga, Fernando Henrique acredita que o assunto deva ser tratado sob a ótica da saúde pública, com redução de danos, sem criminalizar os usuários.

Tanto a venda do Sativex pelo mundo com o lançamento do filme que tem o ex-presidente com âncora acendem o debate sobre diferentes questões relacionadas ao uso medicinal, uso recreativo e  abuso (adição) à Cannabis sativa.

Por: AgComunicado